Secretaria Municipal da Saúde

Endereço: Rua Prefeito Mansueto Pierotti, 391, 1º andar, Centro. Tel.:(12) 3891-3401
 Terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Dengue: o que é e formas de precaução e tratamento

1) O que é dengue?

A dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus da dengue penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado, o Aedes aegypti.

2) Quanto tempo depois de ser picado aparece a doença?

Se o mosquito estiver infectado, o período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.

3) Quais são os sintomas da dengue?

Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça. Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramento, mais comum nas gengivas.

4) O que devo fazer se aparecer alguns desses sintomas?

Buscar o serviço de saúde mais próximo.

5) Como é feito o tratamento da dengue?

Não há tratamento específico para o paciente com dengue clássico. O médico deve tratar os sintomas, como as dores de cabeça e no corpo, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, como o AAS e a Aspirina, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. É importante também que o paciente fique em repouso e ingira bastante líquido.

Já os pacientes com Febre Hemorrágica do Dengue (FHD) devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque, como a queda de pressão. O período crítico ocorre durante a transição da fase febril para a sem febre, geralmente após o terceiro dia da doença. A pessoa deixa de ter febre e isso leva a uma falsa sensação de melhora, mas em seguida o quadro clínico do paciente piora. Em casos menos graves, quando os vômitos ameaçarem causar desidratação, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. A FUNASA alerta que alguns dos sintomas da dengue só podem ser diagnosticados por um médico.

6) A pessoa que pegar dengue pode morrer?

A dengue, mesmo na forma clássica, é uma doença séria. Caso a pessoa seja portadora de alguma doença crônica, como problemas cardíacos, devem ser tomados cuidados especiais. No entanto, ela é mais grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Nesse caso, quando tratada a tempo a pessoa não corre risco de morte.

7) Quais os cuidados para não se pegar dengue?

Como é praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes. Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos neste local. Então, o único modo é limpar e retirar tudo que possa acumular água e oferecer risco. Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências.

8) O que devo fazer para evitar o mosquito da dengue?

Para evitar o mosquito da dengue é preciso eliminar os focos do Aedes. A FUNASA preparou uma lista das medidas que as pessoas podem adotar para evitar que o Aedes se reproduza em sua casa.

9) Depois de termos dengue, podemos pegar novamente?

Sim, podemos, mas nunca do mesmo tipo de vírus. Ou seja, a pessoa fica imune contra o tipo de vírus que provocou a doença, mas ela ainda poderá ser contaminada pelas outras três formas conhecidas do vírus da dengue.

10) Posso pegar dengue de uma pessoa doente?

Em hipótese alguma. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento.

11) Quantos tipos de vírus da dengue existem?

São conhecidos quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4, sendo que no Brasil não existe circulação do tipo 4.

12) Existe vacina contra a dengue?

Ainda não, mas a comunidade científica internacional e brasileira está trabalhando firme neste propósito. Estimativas indicam que deveremos ter um imunizante contra a dengue em cinco anos. A vacina contra a dengue é mais complexa que as demais. A dengue, com quatro vírus identificados até o momento, é um desafio para os pesquisadores. Será necessário fazer uma combinação de todos os vírus para que se obtenha um imunizante realmente eficaz contra a doença.

13) Por que essa doença ocorre no Brasil?

É um sério problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliado a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Mais de 100 países em todos os continentes registram a presença do mosquito e casos da doença.

14) O Brasil está com uma epidemia de dengue?

Não. A situação atual, com grande número de casos, está concentrada no estado do Rio de Janeiro. Cerca de 50% dos casos de dengue registrados em janeiro deste ano, ocorreram no estado do Rio. Se excluirmos os casos registrados no estado do Rio, o número de ocorrências teve um decréscimo em torno de 7% em janeiro deste ano em relação a igual período do ano passado no país como um todo. Em outros estados, como no Amazonas e Acre, por exemplo, o trabalho de combate foi tão bem feito no ano passado que a dengue praticamente sumiu. Mesmo nessas regiões, as ações de prevenção vão continuar para que a doença não volte.

15) O inseticida aplicado para matar o mosquito de dengue funciona mesmo? E o fumacê?

Sim, os produtos funcionam. Tanto os larvicidas quanto os inseticidas distribuídos aos estados e municípios pela FUNASA têm eficácia comprovada.

Os larvicidas servem para matar as larvas do Aedes. São aqueles produtos em pó, ou granulado, que o agente de combate a dengue coloca nos ralos, caixas d’água, ou seja, naqueles lugares onde há água parada que não pode ser eliminada.

Já os inseticidas são líquidos espalhados pelas máquinas do fumacê, que matam os insetos adultos enquanto estão voando, pela manhã e à tarde, porque o Aedes tem hábitos diurnos. O fumacê não é aplicado indiscriminadamente, somente quando há alta infestação do Aedes aegypti, ou seja, quando tem muito mosquito da dengue em determinada região da cidade. Ou seja, o fumacê pode ser considerado um recurso extremo, porque é utilizado num momento de alta infestação do mosquito, quando as ações preventivas de combate a dengue falharam ou não foram adotadas.

Algumas vezes, os mosquitos e larvas desenvolvem resistência aos produtos. Sempre que isso é detectado, o produto é imediatamente substituído por outro.

16) O mosquito da dengue pode ser erradicado?

Aedes aegypti foi considerado erradicado no Brasil em duas ocasiões, nas décadas de 50 e de 70. Mas este resultado não foi obtido em outros países do continente americano, como os Estados Unidos, Venezuela e as ilhas do Caribe, mantendo o Brasil sob permanente risco de reinfestação. Nos anos de 1986/87 ocorreu um grande surto de dengue no Brasil, o primeiro a cruzar as divisas estaduais, atingindo principalmente as populações de Alagoas, Ceará e Rio de Janeiro. O crescimento da indústria de embalagens descartavéis e a expansão desorganizada dos centros urbanos, além do aquecimento global, são fatores que confirmam ser praticamente impossível, a curto prazo, erradicar novamente o mosquito da dengue. O que precisamos fazer é aprender sobre este inimigo para combatê-lo. Por exemplo, identificar todo o criadouro potencial do Aedes para acabar com este risco e assim evitar que a fêmea encontre recipientes com água acumulada para depositar os ovos.

17) De quem é a responsabilidade no combate a dengue?

A responsabilidade pela execução das ações de combate a dengue é dos governos municipais, complementada pelos governos estaduais. O governo federal normatiza as ações e envia os recursos necessários para que os governos estaduais e municipais exerçam suas responsabilidades. A participação da sociedade, em atividades de mobilização social, é essencial para o sucesso das ações.

18) Apenas o setor Saúde está envolvido nas ações de combate a dengue?

Não. Esta é uma ação intersetorial e que deve contar com a efetiva participação da sociedade. Setores importantes, como Educação e Meio ambiente, por exemplo, são imprescindíveis neste processo.

19) Os recursos para combate à dengue diminuíram?

Não. Muito pelo contrário. Nos últimos anos, o governo federal tem investido cada vez mais no combate à dengue. De 1996 até agora, os recursos federais destinados às ações de combate à dengue totalizam cerca de R$ 2,5 bilhões. No ano de 1996, foram R$ 188,6 milhões; em 1997, R$ 431 milhões; em 1998, R$ 396,5 milhões; em 1999, R$ 448,5 milhões; em 2000, R$ 456,2 milhões; em 2001, R$ 605,7 milhões. Em 2002, será batido o recorde de recursos aplicados no combate a dengue. A previsão é de chegar ao final do ano com R$ 607 milhões aplicados no combate à doença.

20) Existe algum plano de combate à dengue no Brasil?

Existe sim. É o Plano de Intensificação das Ações de Controle da Dengue, lançado em agosto do ano passado pelo então ministro da Saúde, José Serra. O Plano prevê aplicação de R$ 475 milhões até o final deste ano nas ações de controle da dengue em 657 municípios prioritários com maior situação de risco para a doença. Deste montante, R$ 360 milhões se referem ao repasse fundo a fundo do governo federal aos estados e municípios para as ações de epidemiologia e controle de doenças. Os outros R$ 115 milhões são um recurso adicional para as ações previstas no Plano este ano. Isto significa que o Ministério da Saúde está aplicando mais de R$ 1,3 milhão por dia no combate à dengue, apenas nestes municípios.

O Ministério da Saúde, por intermédio FUNASA, adquiriu e entregou, em todo o Brasil, 2.082 veículos, no valor de R$ 33,39 milhões, que estão sendo utilizados no combate a dengue nos 657 municípios priorizados no Plano. Também foram distribuídos 673 nebulizadores portáteis, 122 equipamentos de Ultra Baixo Volume (UBV ou fumacê) e 299 microscópios, no valor de R$ 6,67 milhões, totalizando cerca de R$ 40 milhões.

A estratégia do Plano estabelece, entre outras medidas, a integração e o fortalecimento da vigilância epidemiológica nos estados e municípios. Além disso, o Plano contempla o diagnóstico laboratorial mais rápido dos casos da doença, inserção das ações de controle na rotina da Atenção Básica, elaboração de legislação específica, além da implantação de ações de saneamento básico e o fortalecimento das ações de Educação em Saúde e Mobilização Social.

O financiamento fundo a fundo, já implantado, e a integração com os Programa de Saúde da Família e de Agentes Comunitários de Saúde garantem o fortalecimento do plano

21) O estado do Rio de Janeiro está no Plano de Intensificação das Ações de Controle da Dengue?

Sim. O Rio de Janeiro recebeu 348 veículos para realizar ações de combate à dengue nas áreas de maior risco do estado. Foram aplicados R$ 5,5 milhões só na compra desses veículos. Além disso, a FUNASA adquiriu e repassou para ao estado 120 nebulizadores portáteis, 25 equipamentos Ultra Baixo Volume (UBV ou fumacê) e 94 microscópios para identificação do Aedes, no valor de R$ 916,5 mil. Ao todo, o montante investido no estado foi de R$ 6,4 milhões.

Entre os 92 municípios do Rio, 45 foram priorizados no "Plano de Intensificação das Ações de Combate à Dengue em 2002" por concentrarem mais de 90% do número de casos de dengue notificados no estado.

Para reforçar ainda mais o combate à dengue no Rio de Janeiro, a FUNASA capacitou, este ano, 6.630 agentes comunitários de saúde no estado. Em todo o país, foram capacitados 89 mil agentes. Os agentes atuam como multiplicadores, buscando o envolvimento da sociedade nas ações de educação em saúde e mobilização para eliminar os criadouros do mosquito.

22) Que medidas a FUNASA adotou diante da epidemia de dengue no Rio de Janeiro?

Para combater a epidemia de dengue no Rio de Janeiro, a FUNASA criou uma Força Tarefa composta por mil agentes sanitários de saúde, de todo o país. Esses agentes começaram a combater a dengue no início de fevereiro na cidade do Rio e nos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Japeri, Mesquita, Nilopólis, Queimados, e São João do Meriti, todos localizados na Baixada Fluminense. Esses são municípios com maior concentração dos casos no estado.

Até o início de abril, os agentes da Força Tarefa organizada pela FUNASA visitaram mais de 910 mil residência, eliminando focos do Aedes aegypit e orientando as pessoas como combater o mosquito transmissor da dengue.

Além disso, o Ministério da Saúde solicitou ajuda às Forças Armadas. O Exército e a Marinha entram na luta contra a dengue com 1,3 mil homens. A FUNASA realizou o treinamento desse contingente adicional, que está contribuindo para ampliar a cobertura de visitas na cidade do Rio de Janeiro e municípios da Baixada Fluminense.

23) O que é o Dia D?

O Dia D foi a maior mobilização para o combate à dengue já realizada no Brasil. Foram 745 mil pessoas envolvidas em 89 dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. O Dia D ocorreu em 9 de março deste ano e teve por objetivo envolver toda a população fluminense na eliminação dos focos do Aedes aegypti. A eliminação dos criadouros foi facilitada por um roteiro distribuído pelo Ministério da Saúde. O roteiro indica quais locais as pessoas devem checar se há água limpa e parada, como vasos de plantas, pneus, caixas d´água, latinhas, entre outros possíveis focos do mosquito. Encontrando esses recipientes, o roteiro explica ao morador como eliminar o criadouro ou evitar um novo foco.

Os três municípios que não fizeram mobilizações no dia 9 de março foram Santa Maria Madalena, que realizou seu Dia D em 16 de março, e Trajano e São José de Ubá, que farão suas mobilizações no dia 06 de abril.

Fonte: Ministério da Saúde/2002

Informe-se

Programas da Saúde

O Ministério da Saúde realiza vários programas com a missão de trazer a saúde para perto do cidadão e dar ao profissional a especialização necessária

3ª Idade

O exercício físico na 3ª idade é importante para se ter uma vida saudável.

Saúde da Mulher

A mulher moderna tem seu espaço aqui, atualize-se e informe-se.

Primeiros Socorros

Saiba o que fazer quando ocorrer uma queimadura

Combate a Dengue
Combate a Dengue