A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), realizou, na última terça-feira (31/3), uma formação voltada aos coordenadores das Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs). O encontro, mediado pela professora coordenadora Adriana Marin, abordou a ‘postura de ateliê’ como estratégia pedagógica aplicada às unidades escolares.

A formação teve como objetivo promover a inovação das práticas pedagógicas, ampliando oportunidades para que os professores desenvolvam experiências significativas, com foco no protagonismo docente e na aprendizagem das crianças.

Durante o encontro, os participantes refletiram sobre o conceito de experiência na infância, com base em autores como Jorge Larrosa. A proposta destacou que “a experiência é a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque”, reforçando a importância de práticas que considerem o tempo, a escuta e o significado no processo educativo.

A reunião também evidenciou a diferença entre informação e experiência. Segundo a abordagem apresentada, o excesso de informações pode limitar vivências significativas, enquanto a experiência exige pausa, observação e abertura para o que emerge no cotidiano escolar.

A ‘postura de ateliê’ foi apresentada como uma forma de organizar o trabalho pedagógico a partir da investigação, da escuta e da valorização das múltiplas linguagens das crianças. Nesse contexto, o ateliê não se caracteriza como um espaço físico específico, mas como uma atitude pedagógica que sustenta processos de aprendizagem.

A formação também reforçou o alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), destacando que os Campos de Experiência se concretizam na prática, a partir da organização dos tempos, espaços e relações no ambiente escolar.

Durante a formação, destacou-se o papel do coordenador pedagógico na construção de uma cultura de escuta e investigação nas unidades escolares. Entre as ações indicadas estão a organização de ambientes que favoreçam experiências reais, o apoio à documentação pedagógica e o incentivo a pequenos ajustes nas práticas cotidianas.

Ao final do encontro, a mediadora destacou que “o ateliê não é modelo ou imposição, mas possibilidade”, enfatizando que garantir experiências reais é essencial para que os Campos de Experiência se concretizem no cotidiano da Educação Infantil.


#PraTodosVerem: As imagens mostram atividade de formação com participantes interagindo com materiais no chão, utilizando barbante e papel, além de registro coletivo em frente a telão com o tema do encontro. Fim da descrição.